INSS agora exige biometria: veja como saber se você já está regular - WiseTipsCentral

INSS agora exige biometria: veja como saber se você já está regular

O INSS agora exige biometria dos aposentados e demais beneficiários, e essa mudança já começa a impactar milhões de brasileiros. Se você depende de aposentadoria, pensão ou benefício assistencial, é fundamental entender o que mudou e, principalmente, se sua situação já está regular.

Nos últimos anos, o governo acelerou a digitalização dos serviços públicos. Com isso, criou novas regras para reforçar a identificação dos cidadãos que recebem benefícios da Seguridade Social. A exigência de biometria faz parte desse processo. O objetivo é claro: aumentar a segurança, evitar fraudes e garantir que o dinheiro público chegue a quem realmente tem direito.

A nova regra foi formalizada por meio de portaria conjunta entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e o Instituto Nacional do Seguro Social. Embora a decisão tenha sido aprovada ainda em 2024, o governo estabeleceu um período de adaptação que vai até 2027. Portanto, ninguém precisa entrar em pânico. Ainda assim, é essencial ficar atento aos prazos.

Atualmente, cerca de 68 milhões de brasileiros recebem algum tipo de benefício social. Segundo dados oficiais, aproximadamente 84% dessas pessoas já possuem biometria cadastrada em bases governamentais. Ou seja, a maioria provavelmente já está em situação regular — mas é preciso entender como funciona essa verificação.

A seguir, você vai descobrir por que o INSS adotou essa exigência, como será a transição, quais documentos são aceitos, os prazos mais importantes e, claro, como confirmar se está tudo certo com o seu cadastro.

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Por que o INSS passou a exigir biometria dos aposentados?

Antes de tudo, é importante compreender o motivo da mudança. O INSS agora exige biometria dos aposentados porque o governo quer reforçar a segurança na concessão e na manutenção dos benefícios.

Nos últimos anos, o país enfrentou diversos casos de fraudes previdenciárias. Pagamentos indevidos, cadastros duplicados e irregularidades causaram prejuízos bilionários aos cofres públicos. Diante desse cenário, o governo decidiu investir no cruzamento de dados biométricos como forma de proteção.

A biometria permite confirmar a identidade do beneficiário com mais precisão. Em vez de depender apenas de documentos físicos ou informações declaradas, o sistema utiliza dados únicos, como digitais e reconhecimento facial. Assim, reduz significativamente as chances de alguém receber benefício em nome de outra pessoa.

Além disso, a exigência fortalece a integração com plataformas digitais, como o Gov.br e o Meu INSS. Dessa forma, o cidadão consegue validar serviços online com mais segurança e agilidade. Isso facilita a vida de quem já está regular e dificulta a ação de fraudadores.

Outro ponto relevante envolve a transparência. Com dados biométricos integrados, o governo consegue cruzar informações entre diferentes bases oficiais. Isso torna o sistema mais eficiente e diminui inconsistências cadastrais.

Portanto, a exigência não surgiu por acaso. Ela faz parte de um plano mais amplo de modernização do Estado. E, embora possa gerar dúvidas no início, a tendência é que traga mais proteção para os próprios beneficiários.

Como funcionará a transição da biometria até 2027?

Felizmente, a implementação não acontecerá de forma abrupta. O governo estabeleceu um período de transição que vai até 31 de dezembro de 2027. Durante esse intervalo, o INSS aproveitará biometrias já registradas em outras bases oficiais.

Em outras palavras, quem já cadastrou biometria para emitir determinados documentos pode estar automaticamente regular. Isso significa que não será necessário fazer um novo cadastro agora, salvo se o sistema identificar ausência de dados.

Durante essa fase, serão aceitas biometrias vinculadas a:

  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
  • Cadastro eleitoral com biometria
  • Identificação Civil Nacional
  • Documentos migratórios oficiais

O próprio governo realizará o cruzamento das informações. Ou seja, você não precisa correr até uma agência do INSS sem ter sido chamado. A verificação acontece de forma automática.

Somente quem não tiver biometria registrada em nenhuma base oficial será convocado para regularizar a situação. Essa convocação poderá ocorrer durante revisões cadastrais, atualizações do Cadastro Único, auditorias ou quando o sistema identificar inconsistências.

Além disso, caso o beneficiário receba notificação oficial, terá 90 dias para realizar o cadastro biométrico. O prazo começa a contar a partir da comunicação formal. Por isso, manter endereço e telefone atualizados é fundamental.

Essa etapa gradual evita transtornos e permite que os cidadãos se adaptem com tranquilidade.

A partir de 2028 a regra muda: biometria vinculada à CIN será obrigatória

Embora o período de transição traga certa flexibilidade, a regra ficará mais rígida a partir de 1º de janeiro de 2028. Nesse momento, o INSS aceitará exclusivamente a biometria vinculada à nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).

Isso significa que a CIN se tornará o principal documento de identificação para fins de benefícios previdenciários e assistenciais. Portanto, quem ainda utiliza documentos muito antigos deverá se organizar para emitir a nova identidade dentro do prazo.

A mudança reforça a padronização nacional dos cadastros. Com a centralização das informações na CIN, o governo espera tornar o sistema ainda mais seguro e integrado.

Assim, mesmo que você já esteja regular hoje por ter biometria eleitoral ou CNH, no futuro será recomendável garantir que seus dados estejam vinculados à nova identidade.

Planejar com antecedência evita correria e possíveis bloqueios temporários de pagamento.

Prazos importantes para não perder o benefício

Os prazos variam conforme o tipo de benefício e a situação do segurado. Portanto, atenção redobrada.

Quem pretende solicitar o Benefício de Prestação Continuada (BPC) deverá ter biometria registrada até 30 de abril de 2026. Caso contrário, precisará emitir a nova CIN para cumprir a exigência.

Já quem recebe benefício e precisa passar por revisão ou atualização cadastral deve regularizar a biometria até 31 de dezembro de 2026.

O prazo geral de adaptação do sistema vai até 31 de dezembro de 2027. Após essa data, a biometria vinculada à CIN passa a ser obrigatória.

Além disso, se houver notificação oficial, o beneficiário terá 90 dias para se regularizar.

Organização é a palavra-chave aqui. Anotar essas datas e acompanhar comunicados oficiais evita surpresas desagradáveis.

Como saber se você já está regular?

Essa é a dúvida mais comum — e a resposta traz certo alívio.

O governo informou que a checagem será automática. Portanto, neste momento, você não precisa comparecer ao INSS por conta própria, a menos que receba convocação.

Em geral, já está regular quem possui:

  • CNH válida com biometria
  • Título de eleitor com cadastro biométrico
  • Carteira de Identidade Nacional (CIN)

Se você se encaixa em um desses casos, as chances de já estar em conformidade são altas.

Para acompanhar sua situação, utilize os canais oficiais, como o portal Gov.br ou o aplicativo Meu INSS. Lá você consegue verificar dados cadastrais e acompanhar notificações.

Evite confiar em mensagens suspeitas ou links desconhecidos. Sempre utilize canais oficiais para obter informações. Para orientações atualizadas, consulte também o portal oficial do governo federal: https://www.gov.br.

Quem pode ser dispensado da biometria?

A norma também prevê exceções. O objetivo é proteger pessoas em situação de vulnerabilidade e evitar deslocamentos difíceis.

Podem ser dispensados:

  • Idosos com 80 anos ou mais
  • Migrantes em situação específica prevista em norma federal
  • Beneficiários residentes em municípios com calamidade pública reconhecida

Essas exceções garantem que ninguém perca o benefício por dificuldades físicas ou situações emergenciais.

O que muda na prática para aposentados e pensionistas?

Para aposentados e pensionistas, o impacto depende da situação individual.

Quem já tem biometria registrada provavelmente não precisará tomar nenhuma providência imediata. Por outro lado, quem nunca cadastrou biometria poderá ser convocado.

A principal mudança está no longo prazo: a partir de 2028, a CIN será a referência oficial obrigatória.

Portanto, vale a pena verificar seus documentos e, se necessário, planejar a atualização com antecedência. Assim, você evita bloqueios e mantém o pagamento em dia.

O INSS agora exige biometria dos aposentados como parte da modernização dos programas sociais. Embora a mudança possa gerar dúvidas, o processo será gradual e, em muitos casos, automático.

Se você já possui biometria vinculada à CNH, ao título de eleitor ou à CIN, provavelmente está regular. Ainda assim, manter dados atualizados e acompanhar comunicados oficiais é essencial.

Com organização e atenção aos prazos, você garante a continuidade do seu benefício sem transtornos. Afinal, informação clara e preventiva é a melhor forma de proteger seus direitos.

Edson
Edson

Iniciando o primeiro período na faculdade de cinema e redator. Trabalhando com a escrita desde 2018, sempre encarei os meus textos com grande responsabilidade, e escrever sobre finanças e economia não vai ser diferente. Descomplicar esses temas para o público geral com certeza é o meu maior desafio, e espero que vocês me acompanhem nessa.